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Débora Pimentel
06 junho 2026
4 min para ler
O homem foi criado perfeito (Eclesiastes 7:29), pois de outra forma Deus não diria que tudo o que tinha criado era muito bom (Gênesis 1:31). Por essa razão o homem tinha livre arbítrio total, tinha liberdade total para escolher fazer, ou não, a vontade de Deus (Gênesis 2:15-17). Mas isso mudou quando Adão, dentro do seu livre arbítrio, decidiu pecar.
Então podemos dizer que livre arbítrio é liberdade total e consciente de escolhermos entre fazer o bem ou o mal, entre fazer a vontade de Deus ou não fazer a vontade de Deus.
Esta era a liberdade que Adão e Eva tinham antes de pecarem. O problema é que ao pecarem deixaram de ter esta liberdade total, passando a estar escravos do pecado.
Porquê? Vamos imaginar que Adão, porque nunca tinha pecado, estava no ponto 0, era neutro, sem inclinação para o mal, por isso era livre para escolher o bem (+1) ou o mal (-1). Mas, após ter pecado passou para -1, ou seja, a sua inclinação passou a ser pecar. Assim, ele já não era neutro e por isso a sua inclinação passou a ser para o pecado, para o mal (Romanos 8:6-8). E agora, apenas quando aceitamos seguir Jesus é que passamos, novamente a conseguir escolher fazer ou não a vontade de Deus.

Então, com o pecado de Adão a humanidade nasceu com uma inclinação natural para o mal, para desobedecer a Deus, para o -1.
Podemos dizer que somos livres para escolher o que nos agrada, mas devido à nossa natureza pecadora, embora não sejamos obrigados, nem forçados a escolher o bem ou o mal, o que nos agrada é fazer o mal, a nossa inclinação natural é para o mal.
Nós somos escravos do pecado, por isso não conseguimos fazer escolhas tendo em conta a vontade de Deus (Romanos 1:21).
Por isso, apenas quando nos convertemos voltamos a conseguir fazer o bem.

Podemos dizer: “Mas, existem muitas pessoas que não são salvas, mas fazem coisas boas.”
É verdade, mas quando falamos de bem ou mal, em relação ao livre-arbítrio, estamos a falar de fazer ou não a vontade de Deus de forma consciente. Por isso, por sermos pecadores não temos a capacidade de fazer o bem para Deus, não temos a capacidade de fazer a vontade de Deus de forma consciente. O bem que fazemos é para benefício próprio, ou em nome de uma causa, ou para obtermos um favor de Deus ou até como forma de termos uma recompensa, mas isso não agrada a Deus (Romanos 8:8).
Mesmo que façamos uma coisa boa não a estamos a fazer pela razão correta que é glorificar a Deus. Apenas quando nos convertemos, porque somos limpos do pecado, passamos a conseguir fazer a vontade de Deus de forma consciente e pelas razões corretas.
Então podemos dizer que antes de nos convertermos a nossa liberdade não é total, apenas temos liberdade para fazer o mal, pois a nossa natureza é assim. Não temos a liberdade de fazer a vontade de Deus de forma consciente. Por isso, podemos dizer que a liberdade que temos só nos traz condenação.
Da mesma forma que, se eu quiser voar não vou conseguir pois a minha natureza não o permite, também não faço o bem porque a minha natureza não o permite.
É por isso que não conseguimos, por nós mesmos, escolher ser salvos.
Então, Deus pela Sua graça dá-nos o dom da fé (Efésios 2:8) para crermos Nele e dizermos “sim” ao Evangelho, para sermos salvos. E Deus dá esta fé a quem quer e porque quer, não porque tenhamos feito alguma coisa para a merecer, pois a nossa natureza é pecaminosa.
Mas, como salvos do pecado passamos a conseguir fazer decisões tendo em conta a vontade de Deus, pois já não somos escravos do pecado (Romanos 6:14).
Embora, devido à nossa natureza pecadora, continuemos a ter uma inclinação para o mal (Romanos 7:19), já conseguimos optar por fazer a vontade de Deus.
E o melhor é que, quando estivermos com Deus no Céu já não vamos ter estes problemas com o pecado, pois seremos perfeitos e apenas faremos o bem.

Junta-te a nós