Jesus existiu mesmo?

JESUS CRISTO EXISTIU MESMO?

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Débora Pimentel

19 agosto 2025

6 min para ler

Jesus é considerada a personalidade mais poderosa de toda a história. Até o nosso calendário foi influenciado por Jesus. Embora haja um erro de 3 a 5 anos em relação ao ano em que Jesus nasceu, ele começou do zero por causa de Jesus.

Jesus mudou radicalmente a vida de muitas pessoas. Muitos foram os que O seguiam aqui na terra assim como hoje milhões de pessoas O adoram. Mas se muitos seguiam Jesus também havia muitos que o odiavam (João 10:31-33)

Jesus disse ser o próprio Deus (João 14:9), mas muitos não acreditavam nisso. Hoje temos alguns que preferem pensar em Jesus apenas como um homem bom e outros nem sequer acreditam que Ele existiu, dizendo que tudo não passa de histórias inventadas.

O certo, é que a Bíblia afirma várias vezes que Jesus é o Messias prometido e que é o próprio Deus. Se não acreditarmos nisso teremos que pôr toda a Bíblia em causa.

Mas várias ciências têm vindo a comprovar que os fatos históricos narrados na Bíblia são verdadeiros, incluindo sobre Jesus. Seguem algumas provas:

  • Obra “Antiguidades Judaicas” de Flávio Josefo

O mais famoso historiador judeu que viveu na época de Jesus diz no capítulo terceiro do volume XVIII,3,2:

“… entretanto existia, naquele tempo, um certo Jesus, homem sábio, se é que é lícito chamá-lo homem… Era fazedor de milagres… ensinava de tal maneira que os homens o escutavam com prazer… Era o Cristo, e quando Pilatos o condenou a ser crucificado, esses que o amavam não o abandonaram e ele lhes apareceu no terceiro dia, como haviam dito os divinos profetas e dez mil outras coisas maravilhosas a seu respeito…”

”Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas.”

  • Anais de Público Corbélia Tácito

Tácito era um pagão romano (56 d.C. – 120 d.C.) e foi considerado um dos maiores historiadores da Antiguidade. Ele escreveu nos seus Anais (parte XV):

”… Nero infligiu as torturas mais refinadas a esses homens que sob o nome comum de cristãos, eram já marcados pela merecida das infâmias. O nome deles se originava de Cristo, que sob o reinado de Tibério, havia sofrido a pena de morte por um decreto do procurador Pôncio Pilatos…”

  • Obra Vitae Duodecim Caesarum (Os dozes césares) de Suetónio

Suetónio (70 d.C. – 130 d.C.), secretário chefe do Imperador Adriano e historiador romano, escreveu que houve um homem chamado Cristo que viveu durante o primeiro século (“Anais” XV,44). No capítulo XXV fala do imperador Tibério e diz:

”… expulsou de Roma os judeus, que instigados por um tal Cristo, provocavam frequentes tumultos…”

  • Carta de Plínio

Plínio, o Jovem (62 d.C. – 114 d.C.) foi um procônsul em Jerusalém. Escreveu uma carta ao imperador Trajano (Epístolas 10:96) onde disse:

”… mal dizer Cristo, um verdadeiro Cristão não o fará jamais… cantam hinos a Cristo, como a um Deus…”.

Esta carta faz também referência ao banquete do amor e à Santa Ceia.

  • Pergaminhos do Mar Morto

Achado arqueológico que fala sobre a existência de Jesus Cristo na Terra. Os Pergaminhos do Mar Morto foram encontrados em Israel, na década de 1940. Os pergaminhos e papiros encontrados foram datados através da técnica de carbono-14 e confirmaram que se trata da época de Jesus Cristo (150 a.C. – 70 d.C.) e referem em várias partes o “mestre da justiça”, Jesus.

  • Obra de Luciano de Samosata

Luciano de Samosata foi um escritor grego do segundo século. Escreve que Jesus Cristo era adorado pelos cristãos, que introduziu novos ensinamentos e que foi crucificado. Diz que entre os principais ensinamentos de Jesus estavam a fraternidade, a importância da conversão e que todos deviam negar outros deuses a não ser o seu Pai. Ele ainda fala que os cristãos viviam sob as leis de Jesus, acreditavam ser imortais e renunciavam a bens materiais.

  • O Talmude da Babilónia

O Talmude da Babilónia (Sanhedrin 43a) confirma a crucificação de Jesus na véspera da Páscoa, e as acusações contra Cristo de usar magia e encorajar a apostasia dos judeus.

  • Mara Bar-Serapião

Mara Bar-Serapião foi um escritor sírio que escreveu uma carta (73 d.C.) encorajando o seu filho a adquirir conhecimento de filósofos como Sócrates e Pitágoras e também de um “rei sábio e virtuoso” que tinha sido morto pelos judeus e que continuou vivo nos ensinamentos dos seus seguidores.



Estas são algumas provas de que Jesus realmente existiu.

Mas, acreditando que Jesus existe, como podemos afirmar que aquilo que Ele dizia era verdade? Será que Ele era mesmo Deus ou era apenas um maluco que se achava Deus?

Se dissermos que Jesus acreditava sinceramente ser Deus, mas na verdade não era… então, era louco? Ou se dissermos que Jesus sabia que não era Deus mas dizia que sim… então, era mentiroso?

Mas se Jesus era louco ou mentiroso como é que conseguia fazer milagres, como conseguia levar tanta gente a fazer o bem, como conseguia ter um discurso tão coerente, como conseguiu ressuscitar ao terceiro dia?

Talvez a maior prova que Jesus realmente existiu seja o fato de milhares de cristãos no primeiro século d.C., incluindo os 12 apóstolos, darem as suas vidas por Jesus.

As pessoas podem morrer pelo que creem ser verdade, mas dificilmente morreriam pelo que sabiam ser uma mentira.

Naquela época os cristãos eram perseguidos e muitos eram mortos, por isso não fazia sentido dizerem que Jesus tinha ressuscitado se isso realmente não tivesse acontecido. E foram muitos que O viram e comprovaram que tinha ressuscitado (1 Coríntios 15:4-8).

A vida dos discípulos mudou radicalmente. Quando Jesus foi preso os seus discípulos abandonaram-no (Marcos 14:50-52). Depois da morte de Jesus os Seus discípulos estavam desanimados e sem saber o que fazer. Quando Jesus lhes apareceu eles estavam juntos de portas fechadas com medo do que as autoridades judaicas pudessem fazer. Mas depois de verem jesus ressuscitado, falavam Dele sem medo (Atos 4:19-20).

Muitos foram presos e mortos e mesmo assim nunca deixaram de falar de Jesus, por Jesus existiu mesmo e era quem dizia ser, o Messias prometido, que era o próprio Deus.

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Autor: Débora Pimentel